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ÁS DE PAUS 
- A Intuição

* Pergunta: Que papel a realidade espiritual desempenha em sua vida?

No naipe de Ouros estudamos as relações do Eu com o corpo e com os outros objetos do campo material. Observamos as relações do Eu com o Ego, ou animus, e seu desenvolvimento no âmbito da mente e do pensamento no naipe de Espadas. Em Copas, vimos as relações do Eu com o Outro-sexo, a anima, em suas diversas situações afetivas e emocionais. O naipe de Paus expressa as relações do Eu (ou Self) com a Morte e discute a existência e o espírito, em suas nuances e impasses. Aqui, o protagonista (o Eu) tem por missão conquistar a iluminação, a consciência espiritual e para isto deve enfrentar diversas provas iniciáticas, através das qualidades adquiridas nos outros naipes e de suas faculdades intuitivas. A unidade da imaginação criadora é a Intuição. Ela é quem transmite e soluciona os problemas encontrados neste naipe, que orienta o herói na busca pela Luz Interior.



DOIS DE PAUS
 - A Missão

* Pergunta: Qual o maior desafio de sua vida?

Refletindo sobre as origens e sobre o karma, pode-se chegar a entender o próprio destino ou ‘a missão’. Nesta carta, a força intuitiva do Ás se duplica e a imaginação toma a forma de um objeto concreto, de uma aventura a ser realizada, de um desafio a ser vencido. Aqui, o Eu vislumbra sua meta: a Luz Interior. Há também a idéia do final de um aprendizado e do começo de um caminho novo e desconhecido, de uma habilidade especial ou ainda, como preferente Waite e Crowley, de um ‘domínio’.



TRÊS DE PAUS
 - Ilusão, Engano

* Pergunta: Qual a sua maior ilusão? Onde e quando você se engana mais freqüentemente? Em que pontos você é uma pessoa pouco realista?

Tudo parece caminhar conforme o planejado, os contatos certos surgem como por encanto e os esboços preliminares parecem de acordo, entretanto, muitas dificuldades se escondem à espreita. Na fase inicial de um trabalho criativo, ou de uma missão, tudo parece se encaixar magicamente, porém esta evidência de que tudo dará certo esconde as reais dificuldades da empreitada. Por isso, esta vantagem transitória é uma ilusão, um engano. A conquista da Luz Interior não é fácil, vê-la de uma forma simplificada é uma armadilha que causa um entusiasmo breve e uma profunda frustração posterior.



QUATRO DE PAUS
 - Os Aliados

* Pergunta: Com quem você pode contar para a realização do seus projetos pessoais?

Para dar conta da missão, é chegada a hora de organizar as próprias forças, estruturando tudo de maneira a que o projeto seja realizado. Nesta fase, surgem os aliados - aqueles que de alguma forma ‘estão no mesmo barco’. Esta adesão se dá, principalmente, pela empatia espiritual, uma afinidade inconsciente que todos têm com o projeto e seu executor. Muitas vezes, porém, os participantes mantêm óticas diferentes e posturas próprias, divergindo entre si. Assim, há também o problema de administrar esta situação: aliados que não compartilham de um mesmo ponto de vista e que são fundamentais para a conquista da Luz Interior.



CINCO DE PAUS
 - Combatendo o Mal

* Pergunta: O que é o mal? Quais os principais problemas para a sua evolução espiritual? Qual, na sua opinião, o pior dos pecados?

Neste ponto, o Eu enfrenta diretamente seu desprendimento da realidade material e de suas tendências instintivas para alcançar a consciência espiritual. O problema de não se acomodar às limitações da vida prática, à inércia regressiva de cada um, é o maior desafio para quem deseja expressar a força de sua imaginação sobre a vida quotidiana. Há uma enorme resistência a mudanças, pulverizadas em uma avalanche de pequenos problemas concretos, justificada pelo medo do fracasso e pela apatia. Para chegar à Luz Interior, o Eu deve combater o mal, ou seja, todas as resistências à evolução espiritual em suas infinitas formas.



SEIS DE PAUS
 - A Vitória

* Pergunta: O que você considera ‘a glória’? Qual a situação máxima de reconhecimento e vitória a que você aspira?

A vitória é conquistada quando o herói alcança sua meta e o objetivo da missão é realizado - o Eu se encontra com a Luz Interior através da consciência. Com a vitória, no entanto, vêm também a glória, a aclamação e o reconhecimento por parte de todos. Há, portanto, o perigo de se embebedar com tanto prestígio e se perder a humildade, transformando uma vitória momentânea em uma derrota significativa.



SETE DE PAUS
 - A Competição

* Pergunta: Como você reage aos impulsos edipianos de seu filho (ou de seu colaborador mais íntimo), quando este deseja usurpar sua posição?

A glória gera sempre o despeito e a inveja. A manutenção do poder é, muitas vezes, mais difícil que sua conquista. Esta carta nos mostra uma situação onde, após ter conquistado seu objetivo (alcançar a Luz Interior), o herói (o Eu) enfrenta uma rebelião de seus aliados (a sensação, o pensamento e o sentimento). Há aqui a idéia de competição e de perda de controle da situação. O Sete de Paus é na verdade um grande teste para nossa auto-confiança.



OITO DE PAUS
- A Fluência

* Pergunta: Em que aspectos a sua vida parece mais fácil? Você se considera uma pessoa de sorte? Por que?

Esta carta sugere um período de ação depois de muita espera e muita luta. Pode indicar também uma viagem ou mesmo a ‘reta final’ de um projeto, no momento em que sua realização se desenvolve depois de muita ansiedade e tensão. Aqui, o Eu, senhor de si e de sua consciência espiritual, avança em sua viagem de volta, levando a Luz Interior para seus conterrâneos. A segurança e a fluência do seu desempenho vem da confiança e da sua clareza que a todos ilumina.



NOVE DE PAUS
 - A Última Prova

*Pergunta: Dê um exemplo de uma situação de sua vida em que após ter vencido as maiores dificuldades, tenha sido derrotado por detalhes nos últimos instantes.

Após o ponto máximo de exaustão, surge ainda mais um desafio para impedir que alcancemos nossa meta: restituir a Luz Interior ao seu verdadeiro lugar de origem, o Imanifesto. Nesse estágio, esgotadas todas as possibilidades e a despeito do cansaço, encontramos uma força que não sabíamos possuir. E reagimos. O perigo aqui é, como no ditado popular, ‘nadar, nadar e morrer na praia’.



DEZ DE PAUS
 - A Opressão

* Pergunta: Narre uma situação em que as responsabilidades que assumiu estavam acima de sua capacidade.

Esta carta aponta para o fato de estar sobrecarregado e oprimido por se ter assumido mais responsabilidades do que poderia suportar. A intuição não suporta ser contida em formas pesadas e estruturadas, onde a Luz Interior se cristaliza. O tédio e a depressão quase sempre acompanham o final de um trabalho criativo, visto que sua concretização aprisiona definitivamente a sua energia inicial, e não permite que o espírito criativo se expresse livremente. Já para autores com preocupações mais iniciáticas que divinatórias, como Mebes, esta carta significa a iniciação e a conquista definitiva do Self e sua reintegração no Imanifesto Absoluto, com a Eternidade, com o Sem Fim...


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