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ÁS DE OUROS
 - A Unidade Material

* Pergunta: Qual é o seu maior tesouro?

 A unidade do universo físico de corpos e objetos que percebemos através dos sentidos é uma abstração - e não um fato concreto como acredita a maioria das pessoas. Esta ‘idéia’, que busca centralizar diversas realidades sensoriais em um único conjunto, é imanifesta. A unidade material é exterior à realidade que organiza, por isso é associada ao ouro alquímico e à pedra filosofal. Um bom exemplo deste arquétipo é a noção marxista de infra-estrutura econômica, a “base concreta sobre a qual se ergue a vida cultural e política”, ou ainda “o conjunto das necessidades humanas formando um suporte físico para os acontecimentos históricos”, a economia como uma mediação entre a cultura e a natureza.



DOIS DE OUROS
- A Polaridade Física

* Pergunta: Você gosta de seu trabalho? Por que?

Esta carta indica que a matéria se dividiu em dois extremos, um fixo e outro cinético, e, assim, entrou em um processo de movimentação constante e de transformação. Os pólos opostos geram uma atividade, um trabalho, uma produção, um ciclo de mudança e crescimento, etc.



TRÊS DE OUROS
 - A Realização Ternária

* Pergunta: O que é o sucesso para você? Você é uma pessoa reconhecidamente bem-sucedida? Já foi? Acha que ainda será?

Se tomarmos o Ás de Ouros como um corpo e o Dois de Ouros como este mesmo corpo em movimento, poderemos dizer que o Três de Ouros representa os bens produzidos e os frutos conquistados a partir desta atividade. Assim: lucro momentâneo, acumulação inicial de energia ou trabalho, crédito político ou comercial, reconhecimento profissional ou público pelo trabalho realizado - são alguns dos significados atribuídos a esta carta. Ela indica a realização de um bom negócio ou a justa retribuição dos esforços empreendidos.



QUATRO DE OUROS
- Racionalização Econômica

* Pergunta: Confesse algo de alguém que você inveje. Explique o que é a inveja é para você e conte qual foi a última vez que você teve inveja de outra pessoa.

Há, nesta carta, a idéia da lógica capitalista do mercado, visando a conservação e a ampliação do campo material. Se, de um lado positivo, ela aponta uma postura competitiva, que busca desempenhos cada vez melhores; por outro, ela significa uma profunda identidade emocional com os produtos do próprio trabalho e a dificuldade de abrir mão destes frutos e trocá-los. Assim, atribui-se a esta carta os sentidos da ganância, cobiça, usura, avareza, mesquinhez, apego à matéria e a sua lógica perversa, perigo de roubos, ameaça de não conseguir conservar o lugar que se tem, falta de confiança, etc. A competição para o corpo é fundamental, principalmente, para o auto-conhecimento. Sem ela seria impossível identificar os pontos deficientes e de menor desempenho. Porém, na maioria das vezes esta carta é vivenciada apenas como inveja e não como uma analogia construtiva.



CINCO DE OUROS
- Prejuízo, perdas

* Pergunta: Qual foi a última vez  que você foi roubado? E, que lição tirou desta experiência?

Aqui, em conseqüência do estágio anterior, temos uma ação forçada de desapego ao plano físico: perdas materiais, prejuízos, doenças, traições, etc. A identificação emocional com o corpo ou com outros objetos é drasticamente rompida. Entretanto, ‘há males que vem para o bem!’ Se a perda material ou a doença são consideradas negativas de um ponto de vista meramente físico, elas podem representar um avanço espiritual no sentido de não se identificar tanto com o plano material e de ser menos egoísta.



SEIS DE OUROS
 - Investimento, ajuda

* Pergunta: Qual foi a situação de sua vida que você mais precisou de ajuda? Você costuma pedir ajuda quando necessita?

Temos agora a idéia de recuperação física do corpo e de seus bens através da ajuda, do auxílio e do incentivo. Mas não apenas aprendendo a receber da generosidade dos outros, mas principalmente sabendo oferecer sua bondade a si mesmo. Além da idéia de ajuda externa, a carta nos remete também às imagens de uma oferenda, de uma promessa de devoção e de agradecimento pelas dádivas já alcançadas. Mas o significado central da carta é a de um investimento interior, de um auto-perdão para recomeçar as atividades relativas à matéria. Um corpo para se curar de uma doença deve compreender seu próprio funcionamento e se ajudar.



SETE DE OURO
 - A Decisão

* Pergunta: Qual a maior decisão de sua vida? O que mudou e o que teria acontecido se ela não tivesse sido tomada?

Esta carta traduz um momento de uma decisão muito difícil. A questão surge do impasse de continuarmos a desenvolver tudo aquilo que construímos até então, ou canalizar todos os esforços e energias para um novo objeto. Somos forçados a escolher entre a segurança material e as possibilidades incertas e indefinidas de um novo caminho que poderá ou não conduzir ao futuro sucesso. Qualquer opção terá conseqüências sérias e perigosas. Do ponto de vista corporal, o Sete de Ouros sugere uma mudança de hábitos, um descondicionamento do corpo e de suas rotinas de manutenção. Aqui a inércia da segurança material também freia o caminho incerto da renovação.



OITO DE OUROS
- A Tecnologia

* Pergunta: Existe algo que você realize com um grau de perfeição acima da média, algo em que você seja especialista?

A idéia básica desta carta é a do ‘saber-como-fazer’, do aprendizado de novos métodos e técnicas. Do ponto de vista econômico, é o ‘know-how’, o valor da informação especializada. Divinatoriamente, esta carta denota prudência, habilidade, excesso de cuidado com pequenas coisas em detrimento do quadro maior.



NOVE DE OUROS
- A Autonomia

* Pergunta: O que está faltando para você estabilizar sua situação material?

 Auto-suficiência material implica em superar todas as ‘necessidades’. Autonomia e realização material a longo prazo, por isso, trazem prazer, não só de usufruir do espólio acumulado, mas, principalmente, de se sentir a própria capacidade recompensada.



DEZ DE OUROS
- O Patrimônio

* Pergunta: Quais as dificuldades produzidas pela riqueza?

A verdadeira riqueza não consiste em uma acumulação quantitativa, mas sim na pluralidade das formas, na diversidade material e na qualidade. Esta carta sugere a idéia de uma totalidade multifacetada, um Eu com muitos corpos. Alguns autores identificaram esta carta com a idéia de espólio, herança, fortuna. Outros enfatizam a idéia de uma contribuição cujo valor e a importância irão superar a própria vida de seu autor. É a noção de patrimônio. O Dez de Ouros corresponde ao Ás de Espadas, representando a equivalência entre a diversidade das formas materiais com a unidade superestrutural ou mental da realidade.


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